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Archive for abril \27\UTC 2010

Um Clipe Bom

O mundo é a porra de um lugar estranho pra se viver, digo isso porque as vezes me surpreendo com algumas coisas.

Até ontem M.I.A, pra mim, era a porra de uma mulher maluca o suficiente pra achar que funk carioca é musica e enfiar isso em algum hit. Não sei se alguem acompanhou isso na época, mas aqui ela ganhou o status de Cult por isso (shame on you Brasil), a música em questão é essa ai embaixo:

Depois disso sei que ela fez mais alguns sucessinho aproveitando a onda rap/blak/hip-hop que assola a programação radiofônica mundial. Até ia colocar outro vídeo dela dessa pegada, mas desisti.

Agora, você, incauto leitor, pequena criança, se pergunta: Mas por que caralhos ele tá falando dessa merda toda?

A questão é que hoje estava eu passeando pela dita supervia da informação, quando de repente e não mais que de repente dou de cara com esse outro clipe da tal M.I.A, que, não só, achei foda para caraleos, como também apreciei a música.

O vídeo tem direção de Romain Gravas, filho do Costa-Gravas, e a música chama Born Free. Enjoy

Enfim, se quiser me xingar me xingue, se não ótimo.

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Black Jack Rocks

Depois de uma semana corrida, um fim de semana mais corrido ainda, mas valeu a pena, pois afinal o Black Jack (pra quem não sabe, a minha banda) (pra quem não sabe, sim eu tenho uma banda) passou no famigerado concurso de bandas do Manifesto Rock bar, e sim nós tocaremos na fase semi-final no dia 02 de maio, um domingo a partir das 18 horas, estão todos convidados a aparecer e votar na gente, mas antes vamos tocar no Little Darling na quinta-feira dia 22 a partir das 22 horas.

Endereços e sites:

Manifesto Rock Bar

R. Iguatemi, 36 – itaim Bibi – São Paulo

http://www.manifestobar.com.br/

Little Darling

Av. Iraí, 229 – Moema – São Paulo

http://www.littledarling.com.br/

Enfim, apareçam porque por mais que a banda não seja boa somos pessoas legais de conversar e os lugares são bons e cheios de gente bonita.

Vão ai dois videos nossos, ambos no little darling

Ahh… e esse outro é do nosso guitarrista tentando fazer um video caseiro, vale a pena assistir e conhecer o astro ao vivo.

Enjoy

Evil Dead

Sabe o Sami Rami, o diretor de homem-aranha? Pois é pequena criança antes de se meter com o amigão da vizinhança Sami teve seus momentos de terror trash, e foi justamente com Evil Dead que o mundo o conheceu.

Se você não viu veja, é um filme muito bom com baixo orçamento e sangue voando.

Enfim tudo isso só pra ate mostrar esse videozinho maneiro que eu achei.

Vê ai e se não gostar o caralho te espera.

O Livro de Eli

O Livro de Eli me surpreendeu em alguns momentos e me decepcionou em outros. Pra começar eu não conhecia o trabalho dos irmãos Huges e pelo que eu tinha ouvido falar eu fui assistir o filme esperando um blockbuster quase de ação. Ai é que fui surpreendido, o filme começa calmo, desértico e num clima bem diferente do que Hollywood faz atualmente quando te deixa colado na cadeira logo na primeira cena.

A história do filme é a seguinte, Eli(Denzel Washington) é um sobrevivente de um futuro pós-apocaliptico que pretende cruzar os EUA a pé, pois acha que foi incumbido da missão de levar os ensinamentos de um livro para um local onde seja preciso. No meio do caminho é impedido por Carnegie(Gary Oldman) um ditador que estabeleceu sua própria cidade com suas próprias leis e busca o livro como uma arma que lhe trará poder.

Aos poucos você começa a desconfiar do que se trata o livro, e não precisa ir muito longe no filme pra saber que se trata de um bíblia,, ai você se pergunta: mas o que uma bíblia tem de mais? O fato é que pelo que se entende da história o mundo foi devastado por uma guerra de grandes proporções que teve cunho religioso, então no pós Guerra todos os exemplares são destruídos, assim como diversos livros. O resultado é bastante óbvio, cria-se um geração de pagãos analfabetos, e é ai que eu acho que está a grande sacada do filme, na discussão do uso da fé, pois enquanto Eli quer usar os ensinamentos para motivar as pessoas Carnegie vê na religião uma forma de manipular as massas a seu bel prazer.

Eu sou ateu e tinha tudo pra não gostar dessa história, mas o que me cativou foi justamente esse embate, esse poder que a religião exerce sobre as pessoas, esse fanatismo exacerbado que é capaz distorcer a ideologia para o que me melhor lhe convém.

Atenção Spoilers a frente.

O que matou o filme pra mim foi o plot twist, achei uma muito exagerado, duas surpresas te pegam a la sexto sentido nesse momento, a primeira é que a bíblia está em braile, até ai ok porque alguém que não é cego pode aprender braile e ler assim uma vez que aquele é o ultimo exemplar disponível na face da terra, a segunda surpresa é Eli ser cego, isso foi foda, porra não tem como aquele cara ser cego depois do que você viu ele fazer no filme. E se parasse por ai tava bom broxei no cinema ao ver ele quase ser santificado e a garota sidekick virando a nova mensageira da “palavra da salvação”.

Bom, enredo a parte achei a parte técnica sensacional movimentos de câmera  inusitados, boa fotografia, lutes com ótima coreografia, atores bem dirigidos, Gary Oldman solto no papel, dando piti e pagando de doidão; e uma trilha sonora… ahh a trilha Sonora, é espetacular, minimalista ao mesmo tempo grandiosa, autentica e experimental.

O filme tem até ares de western com esse poster a la “Era uma vez no Oeste”

Enfim, O Livro de Eli não vai ser nenhum marco no cinema mundial, nem vai fazer você refletir sobre a vida, o universo e tudo mais, mas vale a diversão. Fica a dica pra quem quiser pegar um cineminha.

Diretor: Albert e Allen Hugues

Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Jennifer Beals, Mila Kunis, Ray Stevenson, Lora Martinez, Luis Bordonada, Tom Waits, Frances de la Tour

Produção: Broderick Johnson, Andrew A. Kosove, Denzel Washington, Joel Silver

Roteiro: Gary Whitta

Fotografia: Don Burgess

Trilha Sonora: Atticus Ross, Leopold Ross, Claudia Sarne

Duração: 118 min.

Ano: 2010

País: EUA

Gênero: Suspense

Classificação: 16 anos